Um casal foi preso em flagrante pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) na altura de Arapongas, na BR-369, transportando uma carga ilegal de quase 1.250 ampolas de medicamentos para emagrecer. A mercadoria, avaliada em aproximadamente R$ 300 mil, vinha de Foz do Iguaçu e tinha como destino final a capital paulista.
A abordagem ocorreu após o motorista realizar uma ultrapassagem irregular pelo acostamento. Ao serem parados, o homem, de 27 anos, e a mulher, de 32, apresentaram extremo nervosismo e uma história contraditória que levantou a suspeita dos agentes rurais. O casal alegou que viajou ao Paraná para realizar a matrícula em um curso de medicina e que estaria transportando caixas de eletrodomésticos — como uma pipoqueira — a pedido de um amigo, sem saber o que havia dentro.
Durante a vistoria no automóvel, que era alugado, os policiais constataram que as caixas dos produtos portavam, na verdade, os medicamentos de origem estrangeira. Diante das evidências, a dupla recebeu voz de prisão pelo crime de adulteração de medicamentos. Parte das ampolas foi levada à sede da Polícia Federal, no Centro, enquanto o restante do lote e o veículo foram encaminhados à Receita Federal para os trâmites aduaneiros e de investigação.
Alerta de Saúde Pública
Além do crime de contrabando e descaminho, as autoridades acenderam um sinal de alerta para as graves consequências do consumo e do transporte desse tipo de substância. O agente da PRF Ivan Cidrin explicou que, mesmo para fórmulas autorizadas pela Anvisa, há exigências legais rigorosas de receituário médico na fronteira.
Outro fator crítico apontado pela corporação é o comprometimento da eficácia do produto. Por serem transportadas escondidas em locais com calor extremo, como assoalhos ou caixas sem controle térmico, as ampolas perdem a refrigeração exigida nos rótulos, transformando substâncias de uso estético em graves riscos de intoxicação e efeitos colaterais para os consumidores finais.