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Professor Monstro: CPI busca esclarecer falhas na conduta e fiscalização

21 jul 2025 às 12:18
Por: Portal Tarobá

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Educação ouviu cinco profissionais que atuavam na rede municipal de ensino de Cascavel à época em que ocorreram denúncias de abuso sexual envolvendo um servidor de um CMEI da cidade. Os depoimentos, realizados na Câmara de Vereadores, revelaram falhas no registro e encaminhamento das suspeitas.


A primeira a prestar esclarecimentos foi a então diretora do Centro Municipal de Educação Infantil. Ela relatou que antes da denúncia que levou à condenação do servidor, um outro episódio semelhante já havia ocorrido, mas não resultou em providências formais, pois, segundo ela, o fato não teria sido considerado grave.


Durante o depoimento, a diretora também afirmou que os relatórios semestrais de avaliação dos servidores, documentos obrigatórios e importantes para o acompanhamento da conduta profissional, foram extraviados. Os registros que deveriam conter informações sobre o acusado não foram localizados na escola.


Em seguida, foi ouvido o professor que dividia a sala com o servidor condenado. Ele relatou que, ao tomar conhecimento da denúncia feita por uma mãe, comunicou informalmente a diretora, por telefone, e também orientou a responsável a procurar a direção. Um fato grave revelado pelo educador foi que ele também teria sido vítima de assédio. Disse que era perseguido em locais privados e que o servidor tirava fotos inapropriadas sem o seu consentimento.


A coordenadora do CMEI confirmou que houve, anteriormente, uma denúncia de que o servidor estaria assistindo vídeos impróprios durante o horário de trabalho. Segundo ela, tanto ela quanto a diretora conversaram com o servidor sobre o comportamento. Outro ponto polêmico é a ata de uma reunião entre a direção e a mãe da criança. Embora seu nome conste como presente no documento, ela afirma não ter participado da conversa e acredita ter assinado o papel depois, sem ler.

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Por fim, duas coordenadoras pedagógicas da Secretaria Municipal de Educação também prestaram depoimento. Elas relataram que receberam relatos na época, mas destacaram que não eram as responsáveis por comunicar o Conselho Tutelar. As profissionais também afirmaram desconhecer se o servidor voltou a atuar em contato com crianças após os episódios.


A CPI continua ouvindo testemunhas e apurando possíveis omissões administrativas no caso.

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