A família de uma idosa com suspeita de Acidente Vascular Cerebral (AVC) denuncia que o exame de ressonância magnética solicitado com urgência não foi realizado pelo Sistema de Assistência à Saúde (SAS), no Hospital Evangélico de Londrina.
A paciente, que é ex-enfermeira da rede pública estadual, é beneficiária do plano de saúde destinado aos servidores do Paraná.
Segundo a filha da idosa, Alexsandra Hilza, a mãe deu entrada na unidade hospitalar com indicação médica para investigar um possível infarto ou AVC. No entanto, ao solicitar a realização da ressonância, a família teria sido informada de que o procedimento não teria cobertura pelo convênio e precisaria ser pago separadamente.
Ainda conforme o relato, a família também arcou com o pagamento de um exame de dosagem de troponina, no valor de R$ 182, para tentar agilizar o diagnóstico. Segundo os familiares, o resultado do exame também demorou para ser disponibilizado.
A situação gerou indignação da família, que questiona a cobertura do plano diante dos descontos realizados mensalmente para a manutenção do serviço de assistência à saúde dos servidores estaduais.
A Resolução nº 13.043/2026 prevê a inclusão da ressonância magnética no rol de procedimentos do plano dos servidores. No entanto, a implementação da cobertura ainda enfrenta dificuldades operacionais na unidade.
O Hospital Evangélico de Londrina informou que, atualmente, o exame de ressonância magnética não possui cobertura pelo SAS. Segundo a instituição, a inclusão do procedimento na lista de atendimentos cobertos está em fase de negociação entre as partes.
O caso segue sendo acompanhado pela família, que busca a realização do exame para auxiliar no diagnóstico da paciente.