Em audiência sobre o assassinato do motorista de aplicativo Valdir Oliveira, de 64 anos, um dos acusados mudou sua versão perante a Justiça. O réu Maycon Douglas, de 21 anos, negou envolvimento no latrocínio (roubo seguido de morte), o que contradiz o depoimento prestado na primeira fase do processo, quando ele havia confessado a participação no crime.
O crime ocorreu em janeiro, após o desaparecimento de Oliveira, que era aposentado e complementava a renda com as corridas de transporte. Câmeras de monitoramento flagraram o carro da vítima circulando por Bela Vista do Paraíso no dia seguinte ao sumiço, ocupado por um homem e um adolescente em um posto de combustíveis.
Horas mais tarde, o corpo do idoso foi localizado parcialmente carbonizado em uma plantação de soja. Os exames periciais indicaram que a vítima foi morta com 24 facadas antes de o corpo ser queimado.
Pena pode chegar a 30 anos de prisão
O processo já resultou na condenação do adolescente envolvido, que cumpre medida socioeducativa. Um terceiro homem segue sob investigação por suspeita de participação no crime.
De acordo com a assistente de acusação, Naiani Matchula, a Justiça abriu prazo para que o Ministério Público e a defesa apresentem suas alegações finais. Após essa etapa, o juiz responsável proferirá a sentença de primeira instância. Se for condenado por latrocínio, Maycon Douglas poderá cumprir pena de até 30 anos de reclusão.
Expectativa da família por condenação
A nova audiência ocorreu na data em que o idoso completaria 65 anos. Familiares de Valdir Oliveira acompanharam o andamento dos trabalhos no fórum e declararam que aguardam a condenação definitiva de todos os responsáveis identificados pela Polícia Civil.
A defesa de Maycon Douglas não quis se pronunciar sobre a mudança no teor do depoimento do réu, que segue detido no sistema prisional da região aguardando o julgamento final.