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Polícia indicia advogado por homicídio qualificado de policial civil em Cascavel

29 jun 2026 às 11:24

A Delegacia de Homicídios de Cascavel concluiu o flagrante do advogado de 45 anos preso pela morte do policial civil João Ezequiel Baptista Pereira, de 52 anos, e o indiciou por homicídio qualificado por motivo fútil. O crime ocorreu na noite de domingo (28), no bairro Brasmadeira.


Segundo o delegado Fabiano Moza, a discussão teria começado por um motivo considerado banal. De acordo com o investigado, João chegou ao imóvel chutando o portão, onde havia um aviso informando que o interfone estava quebrado e orientando os visitantes a baterem no portão. O policial havia ido ao local para buscar a esposa, que estava na residência em uma confraternização desde o meio-dia.


Conforme a investigação, as pessoas presentes consumiam bebida alcoólica antes da confusão. A perícia constatou que João foi atingido por três disparos, no crânio, na face e nas costas. No local foram encontrados quatro estojos de munição compatíveis com a arma do advogado. Segundo o suspeito, um tiro foi disparado para o alto e os outros três atingiram a vítima.


Embora o advogado alegue ter agido em legítima defesa, afirmando que temia ser baleado pelo policial, a Polícia Civil afirma que, até o momento, os elementos reunidos não sustentam essa versão. 


As investigações também analisam imagens das câmeras de segurança da residência, que possuem gravação de áudio e poderão esclarecer a dinâmica dos fatos. 


O advogado permanece preso na cadeia pública, onde aguarda audiência de custódia.

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