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UEL terá primeiro parque tecnológico em uma universidade estadual do Paraná

Novo espaço será um hub de inovação integrado à infraestrutura acadêmica e de pesquisa da universidade
11 mar 2025 às 17:32
Por: Agência Estadual de Notícias

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) será a primeira instituição de ensino superior estadual do Paraná a ter um parque tecnológico em seu campus, no Norte do Estado. O projeto arquitetônico do novo espaço, que será um hub de inovação integrado à infraestrutura acadêmica e de pesquisa da universidade, foi apresentado nesta terça-feira (11) ao governador Carlos Massa Ratinho Junior.


O Parque Tecnológico da UEL é fruto de muitas mãos e consolida a parceria entre a academia o poder público e o setor privado. Ele surge a partir de iniciativas já consolidadas na universidade, como a Agência de Inovação Tecnológica, que gerencia a propriedade intelectual e promove a interação com o setor produtivo; a Incubadora Tecnológica, criada com uma doação da empresa A.Yoshii, e o Centro de Inovação, que amplia a infraestrutura de apoio às startups em crescimento.


O prédio, de 2 mil metros quadrados, conta novamente com apoio da construtora A.Yoshii, que doou o projeto arquitetônico e repassou R$ 12 milhões para a construção da estrutura. O projeto completo tem investimento previsto de R$ 50 milhões, com a participação do Governo do Estado, que apoia a iniciativa através da Secretaria de Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e da Fundação Araucária.


“O Paraná está se consolidando como o Estado mais inovador do Brasil, fruto dessa visão moderna de colocar a universidade junto com o setor privado, para trazer mais tecnologia”, ressaltou Ratinho Junior. “E quem ganha com isso são os nossos estudantes universitários, pesquisadores, mestres e doutores, que terão a oportunidade de estar em um espaço moderno, com equipamentos tecnológicos que fortalecem ainda mais a universidade pública”.


Ele também ressaltou a parceria com a iniciativa privada para tirar esse projeto do papel. “Eu quero agradecer muito à família Yoshi, ficamos muito felizes em ter pessoas assim nos ajudando a pensar o Paraná do futuro”, disse. “Neste espaço, muitos jovens vão fazer florescer muitas ideias, inovações e novas empresas, gerando muito emprego e desenvolvimento a Londrina e região”.

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Doadora do projeto junto com o marido, Atsushi Yoshi, a fundadora da construtora A.Yoshii, Kimiko Yoshi, explicou que a iniciativa é uma forma retornar à comunidade tudo o que pode conquistar graças à UEL. “O sentimento de gratidão é muito importante. Eu fiz duas faculdades na UEL e também pós-graduação, e toda a minha vida acadêmica eu realizei na UEL. Tanto meu marido, como eu, temos muita gratidão pelo que conquistamos”, afirmou.


“Não é a primeira doação que fazemos à UEL. Há 25 anos, doamos o espaço da incubadora Intuel, hoje a Aintec. Agora estamos doando a segunda etapa, complementando a primeira. Estamos muito felizes em poder contribuir com o crescimento da área de tecnologia na cidade, que representa o futuro do País e dos nossos jovens”, ressaltou Kimiko.

Foto: Reprodução

ECOSSISTEMA DE INOVAÇÃO – A implantação do parque da UEL trará grandes benefícios ao ecossistema de inovação local e de todo o Paraná, consolidando Londrina como um dos principais polos tecnológicos do País. Para a reitora da UEL, Marta Favaro, o novo espaço de inovação mostra a força da parceria entre academia, setores público e privado e os ex-alunos da universidade na criação de um polo de inovação em Londrina. “Teremos a possibilidade de potencializar o nosso arranjo de inovação e tecnologia. Já temos um trabalho intenso nos laboratórios e também pela Aintec, que é nossa agência de inovação”, explicou.


“A construção e organização desse espaço serão fundamentais para que possamos abrigar os projetos de pesquisa e atender as empresas de inovação. Vamos potencializar a relação da academia com o serviço que prestamos à sociedade em todos os seus setores”, destacou a reitora.


O espaço será o elemento central para conectar iniciativas já existentes, criando novas oportunidades para startups e empresas de base tecnológica. Ele também fornecerá suporte completo, desde a incubação até a fase de expansão das empresas, com infraestrutura moderna, laboratórios, mentoring e conexões com grandes empresas e investidores.

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