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Dólar cai com confirmação de tarifas e foco em efeito negativo de medidas

Além dos dados fracos sobre a indústria, uma estimativa antecipada do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA feita pelo Federal Reserve de Atlanta passou a apontar contração de 2,8%
03 mar 2025 às 18:57
Por: Estadão Conteúdo e Band
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O dólar caiu em relação a moedas fortes e emergentes, prejudicado pela incerteza em torno das tarifas de importação que passarão a vigorar amanhã e com investidores focados nos potenciais efeitos negativos deste tipo de medida, após sinais de que as empresas dos Estados Unidos estão com dificuldades para lidar com as mudanças.


O índice DXY do dólar fechou em queda de 0,81%, aos 106,747, com o dólar recuando a 149,25 ienes, enquanto a libra subia a US$ 1,2691 e o euro avançava a US$ 1,0477.


Dois relatórios sobre o setor industrial do país apontaram que as empresas estão antecipando compras e pedidos para evitar ter de lidar com a tarifação, ou atrasando negócios por problemas decorrentes das taxações prometidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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Em um deles, divulgado pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês), houve quedas em componentes de novas encomendas, estoques e emprego, e um aumento significativo no que mede o tempo até a entrega dos produtos. Segundo o banco Wells Fargo, este aumento costuma ser um sinal positivo, de que a demanda está acima da capacidade industrial, mas desta vez a leitura tem um significado diferente, e o sinal de expansão deve ser interpretado com cautela.


O Rabobank ressalta que até o início de janeiro havia uma demanda por dólares decorrente da visão de que as tarifas de Trump limitariam o corte de juros pelo Federal Reserve, o que posteriormente foi deixado de lado por causa do adiamento das medidas. As incertezas e implicações inflacionárias, porém, começaram a prejudicar a confiança. "Isto levou o mercado a focar mais no impacto negativo sobre o crescimento que pode vir como resultado das políticas de Trump", disse o Rabobank, acrescentando que a perspectiva para o dólar está fortemente ligada à percepção sobre o desempenho da economia dos Estados Unidos.


E hoje, além dos dados fracos sobre a indústria, uma estimativa antecipada do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA feita pelo Federal Reserve de Atlanta passou a apontar contração de 2,8% no primeiro trimestre de 2025, de 1,5% na projeção anterior. Além disso, Trump indicou que adotará tarifas a produtos agrícolas importados pelo país a partir de 2 de abril, sem oferecer detalhes.

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