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Ibovespa acompanha NY e sobe 0,79%, aos 132,5 mil pontos

Ibovespa fechou em alta de 0,79%, impulsionado por projeções do Fed e expectativa sobre a decisão do Copom. Ações ligadas ao ciclo doméstico tiveram bom desempenho, enquanto Hapvida caiu
19 mar 2025 às 18:13
Por: Estadão Conteúdo e Band
Divulgação

Em linha com a acentuação de ganhos em Nova York a partir do meio da tarde - com a decisão sobre juros do Fed, novas projeções do BC dos Estados Unidos e a entrevista coletiva de seu presidente, Jerome Powell -, o Ibovespa ganhou ímpeto e encerrou a sessão em alta de 0,79%, aos 132.508,45 pontos, tendo se aproximado dos 133 mil pontos na máxima do dia, aos 132.984,25 - o nível de 133 mil não é visto desde 3 de outubro, durante sessões. 


O giro financeiro foi a R$ 25,6 bilhões nesta quarta-feira de decisão também sobre juros no Brasil, à noite. Nesta quarta-feira, o Ibovespa renovou a máxima de fechamento do ano pela quarta sessão seguida - o que o coloca, agora, no maior nível desde o encerramento de 2 de outubro.


Entre as blue chips, Vale (ON -0,17%) destoou da progressão vista na sessão, em que o Ibovespa emendou o sexto ganho diário, um pouco mais perto da sequência de oito altas da primeira quinzena de agosto passado, mês em que o índice da B3 registrou sua mais recente máxima histórica, na casa dos 137 mil. Na semana, acumula ganho de 2,75%, elevando o do mês a 7,91% e o do ano a 10,16%.

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Saindo da casa dos 123 mil pontos, no primeiro fechamento do mês, para buscar os 132 mil ainda dentro de março, o Ibovespa tem contado com o aumento do fluxo de investimento estrangeiro: no mês, o saldo está em torno de R$ 4,5 bilhões e, no ano, supera R$ 13 bilhões em termos líquidos, ressalta João Paulo Fonseca, head de Renda Variável da HCI Advisors. "Brasil tem aproveitado bem a migração de capital dos Estados Unidos onde os preços doas ativos em Bolsa estavam muito esticados para outros mercados, como os emergentes, e também os da Europa", acrescenta Pedro Moreira, sócio da One Investimentos.


Na B3, em direção ao fechamento, Petrobras chegou a ensaiar direção única, mas encerrou o dia com a ON ainda em alta de 0,48% e com a PN pouco abaixo da estabilidade (-0,08%). Em Nova York como em Londres, houve avanço para as cotações da commodity em meio a aumento das tensões no Oriente Médio e à retomada de ataques entre Rússia e Ucrânia, no leste europeu. Entre os grandes bancos, destaque para Santander (Unit +1,01%) e Bradesco (ON +1,16%, PN +0,89%), enquanto Banco do Brasil encerrou na mínima da sessão, em baixa de 0,39%.


Na ponta ganhadora do Ibovespa, ações associadas ao ciclo doméstico, favorecidas pela retração da curva do DI, como Vivara (+7,57%), LWSA (+6,15%), Vamos (+5,39%) e CVC (+5,13%) - e também pelo projeto de isenção do IR para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil, o que deve disponibilizar mais dinheiro para consumo em uma parte da classe média, observa Fonseca, da HCI. No lado oposto nesta quarta-feira, Hapvida (-4,24%), SLC Agrícola (-3,52%) e Telefônica Brasil (-1,40%).


Destaque da agenda global na tarde desta quarta, as projeções do Federal Reserve indicaram a possibilidade de dois cortes nos juros de referência dos Estados Unidos em 2025, "embora haja divergências entre os membros sobre o real espaço para flexibilização da política monetária, considerando que o custo do crédito ainda pressiona o consumo e a atividade econômica" no país, ressalta Willian Andrade, CIO da Kaya Asset Management.


Conforme esperado, o Fed decidiu manter a taxa de juros de referência na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano, "destacando o aumento da incerteza econômica e o impacto do aperto monetário sobre as famílias americanas", diz Andrade.


Passado o Fed, o mercado aguarda a decisão desta noite do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, para a qual precifica nova alta de 100 pontos-base na Selic, o que a elevaria a 14,25% ao ano. Com consenso para o grau de ajuste da política monetária, a atenção se volta para os passos seguintes da instituição, que poderão ser entrevistos nos termos do comunicado sobre a decisão.


"No caso brasileiro, a dúvida é como o BC vai se portar para o futuro, se contratará na reunião um forward guidance de novos aumentos, ainda que com menor magnitude - duas elevações de meio ponto porcentual, por exemplo - ou se vai seguir o parágrafo sétimo da ata e esperar que a desaceleração da atividade aconteça", avalia Roberto Simioni, economista-chefe da Blue3 Investimentos.


"A grande expectativa do mercado é como vai ser a sinalização desse novo banco central com Gabriel Galípolo na presidência desde janeiro. Lembrando que, no meio de dezembro, chegou-se a precificar uma Selic de quase 17,5% ao ano", diz Jonas Chen, gestor da B.Side Investimentos.

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