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Petróleo volta a subir após novos ataques dos EUA ao Irã

A instabilidade no mercado internacional reflete o impasse diplomático. Confira a análise da Juliana Rosa
27 mai 2026 às 07:41
Por: Band
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O preço do barril de petróleo voltou a registrar alta nesta terça-feira (26), revertendo a queda observada na véspera. A nova escalada dos valores é reflexo direto da intensificação das tensões geopolíticas, desencadeada por novos ataques dos Estados Unidos contra alvos no Irã. O barril do tipo Brent, que havia despencado anteriormente, atingiu a casa dos 100 dólares durante o dia, fechando próximo a 99 dólares.


A instabilidade no mercado internacional reflete o impasse diplomático. Embora as negociações para um cessar-fogo entre Washington e Teerã parecessem avançar, a recente ofensiva americana no sul do Irã interrompeu o otimismo dos investidores. O governo dos EUA classificou a ação como um ato pontual de defesa, enquanto o Irã acusou os americanos de violarem o cessar-fogo vigente e afirmou ter derrubado um drone norte-americano na região do Golfo Pérsico.


Impactos na inflação e juros


A análise da Juliana Rosa destaca que essa "guerra de narrativas" gera efeitos práticos e imediatos na economia brasileira. Com a disparada do petróleo, há uma pressão generalizada sobre os preços, que atinge desde combustíveis e alimentos até insumos essenciais para a indústria. "Estamos sentindo cada vez mais os efeitos desse conflito nos preços, com tudo ficando mais caro", pontua a comentarista.


O cenário é de cautela adicional para a política econômica doméstica. Segundo a análise de Juliana Rosa, a preocupação central reside na combinação de pressões externas com medidas governamentais que buscam estimular o consumo interno.


Juliana Rosa ressalta, ainda, que embora muitas das medidas de estímulo do governo tenham méritos, a ausência de discussões cuidadosas e estruturadas pode gerar novos desequilíbrios macroeconômicos no Brasil. O mercado segue atento às movimentações no Oriente Médio, que continuam a ser o principal vetor de volatilidade para os ativos globais e para a estabilidade dos preços internos.

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