Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Política
Brasil

Na CPMI, Lupi diz que governo não tinha dimensão das fraudes no INSS

Ex-ministro admitiu que era necessária "ação mais enérgica" no combate
08 set 2025 às 20:00
Por: Agência Brasil
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi disse nesta segunda-feira (8) que o governo federal já acompanhava possíveis irregularidades nas aposentadorias desde 2023, a partir de denúncias que chegavam ao conhecimento do Ministério por meio da ouvidoria e pela plataforma do Meu INSS.


Ao depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Lupi argumentou, no entanto, que não tinha dimensão do tamanho da fraude. 


“Nunca tivemos a capacidade de dimensionar o tamanho, o volume que esses criminosos fizeram no INSS. Isso só foi possível depois que a Polícia Federal investigou para valer, quando ela não arquivou”, disse Lupi.


Ele lembrou que a Polícia Federal abriu investigações em 2016 e em 2020 para apurar fraudes na Previdência, mas ambas foram arquivadas. 


O ex-ministro garantiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva só tomou conhecimento das irregularidades no dia da operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) contra os descontos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

Outras notícias

Câmara deve votar novo projeto pelo fim da 6x1 nesta terça-feira; entenda

AGU pedirá à Justiça dos EUA para defender Moraes em processo do Rumble

Moraes rejeita pedido da DPU e mantém julgamento de Eduardo para terça (16)


Na CPMI, Lupi admitiu que a instrução normativa elaborada pelo INSS em 2024 para estabelecer critérios para os descontos de mensalidades associativas nos benefícios previdenciários não surtiu o efeito esperado pelo governo.


“Falhamos em ter uma ação mais enérgica do INSS para coibir”. 


Lupi foi ministro da Previdência entre 2023 e 2025 e estava à frente da pasta quando o escândalo de descontos a aposentadorias e pensões foi descoberto. Ele pediu demissão do cargo em maio deste ano após operação. 


O ex-ministro lembrou que não foi denunciado nem citado nas investigações. 


“Errar é humano e eu posso ter errado várias vezes, mas má-fé eu nunca tive. Acobertar desvios nunca fiz na minha vida. Pode ter alguém que tenha lutado tanto pelos apostados quanto eu, mais não tem não”, disse Lupi. 

Consignado

Na CPMI, Lupi também defendeu a revisão dos descontos de créditos consignados nos benefícios de aposentados e pensionistas. 


“É importante ir fundo nesse processo de descontos que se faz junto aos aposentados e pensionistas pelo empréstimo consignado. Agora acabaram com o desconto em folha dos associativos, por que não acabar também com os descontos de crédito consignado?”, questionou. 

Pedido de suspensão

No início da reunião, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) pediu a suspensão do senador Rogério Marinho (PL-RN), por ele ter sido secretário Especial da Previdência Social durante o governo de Jair Bolsonaro. Para Pimenta, Marinho teria acesso a documentos sigilosos sendo parte interessada no objeto da investigação. 


O pedido foi negado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), que alegou que Rogério Marinho não é investigado pela CPMI. Pimenta disse que irá recorrer à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. 


Em reuniões anteriores, a CPMI aprovou requerimentos para convidar ou convocar para prestar esclarecimentos todos os ex-ministros da Previdência e ex-presidentes do INSS desde 2015, além de todos os presidentes das entidades associativas acusadas dos desvios.


Também foi aprovada a convocação de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e do empresário Maurício Camisotti, apontados pela Polícia Federal como possíveis operadores do esquema de fraudes no INSS.

Irregularidades

Em abril deste ano, a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Sem Desconto para combater um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.


O cálculo é que entidades investigadas tenham descontado de aposentados e pensionistas cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. 


Mais de 4 milhões de beneficiários declararam não ter autorizado os débitos em folha.


Segundo o governo federal, cerca de 2 milhões de aposentados e pensionistas já aderiram ao acordo de ressarcimento de descontos indevidos de associações e entidades.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Política
Imagem de destaque

Estados Unidos e Irã chegam a acordo de paz

Política
Imagem de destaque

Lula sanciona lei do Marco Legal do Transporte Público Coletivo

Política

Líbano retira tropas no sul do país após avanço de forças israelenses

Política

Lula manda recado à Seleção antes de estreia: ‘Joguem com alma’

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Policial é baleado e suspeito morre durante operação em Cambé

Cidade
Londrina e região

AGORA: homem é encontrado morto com marcas de tiros na zona norte

Cidade
Londrina e região

Acidente deixa dois mortos no distrito de Guaravera, em Londrina

Brasil Urgente
Londrina e região

Operação prende três pessoas em oficina por golpe do pneu no Centro

Cidade
Londrina e região

Frio ganha força e Londrina pode registrar mínima de 10°C

Podcasts

PodFala com a Tai | EP 17 | 17 anos de história, sucessos e pioneirismo no agro

Tá no Pod | EP 4 | Gestão Ratinho Junior | Ratinho Junior, Sandro Alex, Alexandre Curi

Governador, pré candidato ao Governo e presidente da Assembleia participam ao vivo da programação da Tarobá

Curiosidades com Ana Andrade | EP 3 | Busca por Validação e Amor Próprio | Michele Piccoli

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.