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Londrina registra morte de bebê por síndrome respiratória

06 jul 2026 às 18:08

A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina confirmou, em seu último boletim epidemiológico, a morte de um bebê de apenas um ano de idade em decorrência de síndrome respiratória. Com esse registro, o município soma 26 óbitos provocados por síndromes respiratórias agudas desde o início de janeiro. O avanço dos casos graves acendeu o alerta das autoridades, cuja principal preocupação se concentra na baixa adesão à vacinação infantil.


Apesar de uma leve melhora nos indicadores gerais, a procura pela imunização entre os menores está longe do ideal. Em Londrina, apenas 38% das crianças foram vacinadas contra a gripe. De acordo com especialistas, o vírus da influenza costuma se manifestar de forma mais agressiva em organismos vulneráveis ou associado a outras comorbidades, podendo evoluir rapidamente para quadros de pneumonia, septicemia (infecção generalizada) e óbito.


Atualmente, cerca de 30% dos atendimentos no PAI (Pronto Atendimento Infantil) ainda são motivados por sintomas gripais, embora as filas tenham apresentado redução nas últimas semanas. Nos pontos de atendimento, pais relatam consciência sobre a importância do imunizante.


Desconfiança vacinal e cobertura geral

Considerando todas as faixas etárias, a cobertura vacinal em Londrina está em 54%. O índice local supera a média do Estado do Paraná, mas permanece abaixo da meta estipulada pelo Ministério da Saúde.


Para a coordenação de saúde do município, a resistência da população em atualizar a carteira de imunização é vista como um reflexo recente. "Parece ser uma sequela da pandemia, um período em que houve muito questionamento em relação às vacinas. E não estamos falando de fórmulas novas, mas sim do calendário básico de rotina, no qual o Brasil sempre foi referência mundial por meio do Plano Nacional de Imunização", avalia a Secretária de Saúde, Vivian Feijó.


A Secretaria de Saúde reforça que a vacina contra a gripe é segura, amplamente testada e atualizada anualmente para combater as cepas e variantes em circulação. O chamado para a imunização é direcionado especialmente aos pais de crianças de 0 a 12 anos, mas se estende também aos adultos. Hoje, a vacina está liberada para a população geral e as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) de Londrina registram que cerca de 15% dos acolhimentos de adultos são causados por síndrome gripal.

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