Quem nunca passou dias esperando aquele momento de ir ao banheiro e percebeu que o intestino simplesmente não funciona como deveria? A constipação é um problema mais comum do que se parece, especialmente entre as mulheres. Mas como reverter essa situação? Para entender as soluções para esse problema, o Vitrine Revista recebe o nutricionista Israel Antônio.
O especialista destaca que a má alimentação é um dos grandes fatores para prender o intestino. Uma dieta baseada em carboidratos simples, embutidos e alimentos industrializados alimenta microrganismos nocivos, gerando distúrbios como a superpopulação de bactérias nocivas (SIBO) e o crescimento de fungos (SIFO). Isso impede que o intestino absorva corretamente os nutrientes e as medicações necessárias.
É comum que as pessoas pensem que beber mais água em um dia pode ajudar na condição, mas o profissional destaca que não basta isso. Muitas pessoas bebem bastante água (até 3,5 litros por dia) e continuam com fezes endurecidas porque falta a quantidade ideal de fibras na dieta para formar o bolo fecal de maneira correta.
Para quem enfrenta esse problema, é possível usar algumas dicas práticas para ajudar a soltar o intestino na área de alimentos. A pipoca pode ser uma grande aliada no combate ao intestino preso. Ela, feita com pouco ou nenhum óleo, é um alimento extremamente rico em fibras, e consumi-la acompanhada de um chá morno ou café morno ajuda a estimular os movimentos peristálticos do intestino para eliminar o bolo fecal.
Já o café pode agir de forma muito rápida como um laxante devido a uma reação do organismo à cafeína, embora esse efeito não funcione igualmente para todos.
Outra possibilidade é ingerir, pela manhã, cerca de 700 ml de água morna em jejum, combinada com o consumo de uma fruta cítrica como laranja ou poncã, comendo todo o bagaço, onde se concentram as fibras. Isso pode ajudar a liberar o intestino no mesmo dia.
E, na hora de usar o banheiro, utilizar um apoio para os pés, um pequeno banco de aproximadamente 20 cm, ajuda bastante. Ao sentar no vaso sanitário e elevar as pernas, cria-se uma angulação de cerca de 35º na musculatura pélvica, o que facilita a evacuação de forma natural e sem esforço excessivo.